Smalto Paris – The new elegance by Eric Bergère

Por mais de 30 anos, o designer francês Eric Bergère é reconhecido pelo seu talento, onde desempenhou um papel fundamental na criação de coleções para casas de moda como Hermès, Lanvin, Inès of the Fressange, antes de criar sua própria marca.

Sua carreira o levou ao Japão, onde ele se inspirou nas demandas de um público masculino. Bergère é conhecido por seu estilo sofisticado e criativo, seu rigoroso senso de detalhes e sua visão moderna das roupas.

Hoje, e para as últimas três coleções, é na Smalto, a famosa casa francesa de Grande Mesure*  de luxo e pret-à-porter  para homens, que Eric Bergère compartilha seu talento como seu novo diretor artístico.

Eu tive a honra de ser pessoalmente recebida por Eric Bergère para uma entrevista intensa em seu majestoso “hotel particular” privado no bairro mais elegante de Paris. É também onde os ateliês de Smalto são instalados supervisionados por seu olhar experiente.

Ele falou com paixão e convicção sobre sua carreira e o novo desafio de assumir essa mítica marca de moda masculina.

CC – Esta é a sua terceira coleção para o Smalto, mesmo com toda a sua experiência é um novo desafio?

EB – Digamos que é um grande desafio, porque, apesar de já ter passado muitos anos em outras Maisons de luxo, é a primeira Grand Maison especializada em roupas masculinas. Para mim, é um prazer e uma honra continuar a aura do “French chic” e do “estilo Smalto”, um estilo carismático inventado para os “homens perfeitos” de um momento em que os estilos podem ser dandy, turbulentos, mas também muito clássicos e ao mesmo tempo tranquilos…

CC – Sua carreira começou cedo e bastante promissora – pouco depois de se formar pela Esmod  em Paris. Como foi essa experiência de um jovem  recem formado assumir as coleções da mundialmente famosa Hermès?

EB – O diretor de Hermès viu meus desenhos e disse que era o que ele estava procurando. Refinamento com certa irreverência. E eu acho que aos 19 anos eu tinha muito disso! Comecei minha carreira projetando a coleção de pronto-a-vestir para coleção feminina da Hermès. A aventura continuou por 10 anos, onde ousei muito, mas também aprendi muito. Foi uma experiência fantástica em termos de criação, savoir-faire e exigência.

Na Hermès, eu sempre tive a liberdade de fazer o que eu queria para roupas e acessórios femininos. A experiência de criar para uma marca que tenha sua historia baseada na perpetuidade e ao mesmo tempo ser capaz de propor produtos com uma visão moderna, para uma clientela registrada no clássico e tradicional foi um desafio que me fez aprender o meu metier efetivamente.

Depois fui convidado para assumir a Lanvin, onde eu criei a coleção feminina por dois anos até que eu fui convidado a assumir a marca feminino italiana chamado Erreuno, no lugar de Giorgio Armani, que acabava de sair. Foi um momento muito enriquecedor e  viver o Milão certamente foi inspirador. Foi com essa experiência que em 1995 eu decidi criar minha própria marca.

CC- Você abriu logo duas lojas no Japão, numa época onde eram os japoneses que estavam vindo se instalar na Europa…

EB – Os japoneses gostavam muito do meu trabalho e da maneira perfeccionista que eu o executava. Comecei criando uma linha feminina e outras masculina, mas sem duvida foi a masculina que fez muito sucesso.

Os japoneses adoravam meus ternos sob-medida, de estilo um pouco “dandy” dos anos 70.  Foi um período muito intenso, já que eu 15 anos havia me dedicado apenas a moda feminina, descobrir que eu também gostava de criar coleções masculinas, principalmente porque que eu, sendo o próprio consumidor, comecei a desenhar o que realmente me agradava usar – foi como revelar minha uma visão de elegância baseada no meu próprio estilo.

 

CC – Você foi consultor de muitas marcas de prêt-à-porter de grande distribuição na Europa. Como foi esta experiência?

EB – Com o sucesso das minhas roupas no Japão, muitas marcas me convidaram para que eu interviesse como consultor para sua coleções masculinas como Aigle, Tod’s,Cyrillus, Gérard Darel, Souleiado, Stefanel (Italie), Sinclair, La Redoute…

Trabalhar com essas marcas de grande distribuição foi bastante interessante, pois me fez fechar o circulo de aprendizado entre o ultra-luxo e a grande consumação. Essa experiência me forneceu a ideia de construção de coleções bem estruturadas, com básicos indispensáveis. Porque o homem, se veste praticamente que de “básicos”.

Ele deve ter de “BONS” básicos – sejam eles em marcas de luxo ou em marcas mais populares, os “basicos” sao indispensáveis.

Hoje, com Smalto, eu posso associar todo esse conhecimento – conservar o ADN luxuoso da marca que é reconhecido no mundo todo – unindo a isso minha exigência de perfeição, minha apreciação por matérias de qualidade, minha fantasia, e levar isso até as peças mais básicas, privando pelo savoir faire que faz a história da marca.

CC – Como será homem “Smalto” da próxima estação?

Eu terminei o Inverno 2017/18, e estou nesta semana lançando a coleção Primavera-Verão 2018.

Quando você trabalha sobre boas bases, existe sempre um aperfeiçoamento que pode ser adicionado. Eu procuro detalhes que ainda não foram trabalhados, como a eterna busca da peça perfeita, mas com um pouco de fantasia.

Você tem o mantô perfeito, a boa veste, a calça impecavelmente bem cortada, onde eu adicionei um sopro de modernidade – afinando detalhes, dando mais leveza e mobilidade.

 

In this collection for example, I decided to work on linings and finishes. With silk lining inspired by 70’s necktie prints in a “Pop” style, bold but extremely elegant.

Nesta coleção por exemplo, eu decidi trabalhar nos forros e acabamentos. Com forros em seda inspirados em estampas de gravatas dos anos 70 com um estilo “Pop”, ousado mas extremamente elegante.

A ideia também é de usar foulards leves no lugar de gravatas que são como um sopro de vento, e mesmo os cintos, são flexíveis e sem forro duplo, com uma estrutura clássica, mas extremamente flexível que emana frescor.

Meu principio é de “dar leveza” a tudo. E mesmo os jeans são feitos de um algodão resistente, mas com peso pluma extremamente confortável.

O meu desafio é de ser criativo, confortável e desejável! Acho que esse é o segredo da elegância!

Alguns esboços da próxima coleção que Eric Bergere nos revela!

CC – Quem é a clientela Smalto?

EB – Nossa clientela é bem amplificada com relação aos anos precedentes quando Smalto vestia basicamente uma clientela extremante refinada e clássica como reis, chefes de estado, celebridades do mundo inteiro.

Hoje temos clientes extremamente jovens, mas que são possuem uma certa educação da vestimenta que apreciam a qualidade, a matéria prima, o belo… São clientes que sabem que usar uma terno Smalto, independente de sua morfologia, é ter a segurança de encontrar a peça que os valoriza como uma “armadura” perfeita que aporta allure e segurança em qualquer ocasião…

A Maison Smalto por exemplo, desde 2013 é responsável por vestir a equipe de France  (futebol) e defender dentro (e fora) do campo a elegância francesa!

 

Sem esquecer um pouco de fantasia, pois Francesco Smalto, o fundador, foi o primeiro “costureiro” para homens, o que é muito diferente de um alfaiate masculino… Ele criou novos silhuetas, novas formas, concebeu novas peças – legado esse, que tenho como ideia de perpetuar.

O time francês com uma das criações de Smalto por Eric Bergère

* A “Grand Mesure”, o luxo da alta costura para o homem

A “Grand Mesure” é a designação dada a peças de roupa feitas inteiramente à mão, dcomo na alta costura. Ternos, casaco, camisa de padrão exclusivos e único com às medidas exatas do cliente. É um  know-how raro e histórico e um pilar de todas as criações e ações realizadas por Smalto.

Francesco Smalto, 50 anos de elegância

Esta casa francesa de “Grand Mesure”, mas também  pronto a vestir de luxo para homens, foi criada em 1962, em Paris, pelo italiano Francesco Smalto. Por 50 anos, em seu estúdio parisiense , cerca de trinta mestres artesãos e alfaiates perpetuam a tradição da moda masculina sob medida.

Em 2012, Smalto recebeu o prêmio com o rótulo “Entreprise du Patrimoine Vivant” concedido pelo Estado francês. As coleções são distribuídas em 160 pontos de venda em todo o mundo e no site  www.smalto.com

  • Paris Stores:
  • 44 Rue François 1er · +33 1 47 20 96 04
  • 2 Rue de Bassano · +33 1 56 62 66 00
                                                                                                                          Credit: Photo of Eric Bergère by Antoine Rambourg
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